Soft diet

20/08/2020


O tema da dica de hoje é a nutrição, área do saber para a qual a medicina vem despertando preguiçosa e tardiamente.

Primeiramente, devemos lembrar que em geral o original inglês não costuma fazer essa diferença, mas em português a alimentação diz respeito ao que o que ingerimos habitualmente para sobreviver — e ter prazer —, enquanto a dieta diz respeito a uma alimentação controlada visando alcançar algum objetivo para a saúde, em termos de tratamento ou controle de doenças, benefícios funcionais ou estéticos. 

A dieta é restritiva por excelência, privilegiando alguns alimentos em detrimento de outros, dependendo do seu objetivo. Costuma ser limitada no tempo.

É importante se familiarizar com a terminologia nutricional. 

As dietas da moda estão em todas as mídias, todos conhecem, mas as dietas prescritas no hospital para os pacientes internados de acordo com suas patologias (líquida, líquido-pastosa, branda, hipocalórica, com restrição de sódio, etc.) são muito específicas, com terminologia própria. E podem chegar a um alto grau de complexidade, com a nutrição enteral e parenteral.

Muitas vezes a prescrição da dieta menciona a doença do paciente: dieta para hipertensão arterial sistêmica ou dieta para insuficiência renal, dado que existem protocolos nutricionais próprios para esses quadros. 

O mesmo vale para a terminologia das dietas prescritas no consultório.

E, last but not least, lembrar que é comum usar a sigla NPO, do latim nil per os  (literalmente "nada pela boca") significando jejum absoluto. A expressão também pode ser encontrada nos prontuários como "dieta oral zero".